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Os sonhos não envelhecem


The Name

Para tirar de vez o atraso, não poderia deixar de comentar uma das surpresas sorocabanas que mais me impressionou nos últimos tempos. Gosto da sonoridade, da criatividade e minha música preferida tem o vídeo indicado no link abaixo, mas antes vale apresentá-los.          

RELEASE  (Por: Rodrigo Helfenstein - Jornalista)

Ao buscar uma sonoridade peculiar - dançante, porém melancólica -, o The Name, de Sorocaba/São Paulo não faz uma simples revisão do som dos anos 80, mas sim resgata o brilhantismo e o inovadorismo de bandas como New Order, Depeche Mode, Duran Duran, A-Ha, The Smiths, Joy Division e The Cure, como bandas que inovaram na época deles, mas que continuam atuais até hoje.Desta forma, o som tem uma característica retrô, mas sem deixar de lado a criatividade e a busca por novas inspirações.

A banda é formada por Bruno Alves (bateria e programação), André Santos (vocal/guitarra) e Alexandre Molinari (baixo/teclado), que já haviam tocado juntos, há muitos anos, no Stain. Há Em meados de 2005, Alves e Santos fizeram algumas contribuições em um outro projeto, o Dellamorte Dellamore, que tinha Molinari como baixista, e foi ai que surgiu a idéia de formar uma nova banda. Recentemente o grupo lançou o EP de estréia da banda, "Gone", foi composto e gravado em alguns poucos finais de semana e, mesmo assim, transpira profissionalismo.

Lançado em dezembro de 2006, "Gone" traz cinco canções únicas. Um material poderoso, que pode ser conferido na integra no site: http://www.thenamemusic.com

Click aqui e veja o vídeo no YOUTUBE



Escrito por Meire às 18h14
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O LADO BOM DO JEITINHO BRASILEIRO

Estava à toa na casa de meus pais, após o almoço de domingo e comecei a virar os canais de TV. Parei no Futura e estava iniciando o programa "O Bom Jeitinho Brasileiro" que chamou minha atenção por anunciar comprovar que o jeitinho brasileiro também pode ter utilizado sem que alguém leve desvantagem. O programa deste domingo, apresentou o ex-morador de rua Edson Ferreira dos Santos, que trabalha como guarda volumes em frente ao Consulado dos Estados Unidos, no Rio. Ele já ganhou dinheiro alugando cadeiras de praia às pessoas nas intermináveis filas  para a obtenção de visto e hoje criou uma caixa com divisórias, cadeado onde guarda todos aqueles objetos que são proibidos de entrar no local, como celulares, malas e grandes volumes de embalagens. Uma  pessoa é barrada por causa de um noteboook ou uma pasta? Edson resolve. Tudo muito organizado e controlado de tickets numerados. Edson é conhecido e indicado pelos comerciantes locais o que lhe garante a confiança daqueles que lhe confiam a guarda de seus objetos. Impressionante mesmo é sua imensa criatividade e persepção para mercado de suas atividades que lhe garantem melhor qualidade de vida e satisfação. Edson construiu sua casa própria, recolhe sua aposentadoria, declara o imposto de renda e ainda tem tempo para praticar esportes e cutir a praia. Seu próximo projeto é estudar inglês e quando a desburocratização do sistema de atendimento do consulado afetarem seu empreendimento, pretende abrir uma prestação de serviço do tipo "deixe que passamos" para passar roupas.

O programa o "O Bom Jeitinho Brasileiro" foi vencedor do primeiro Pitching realizado pelo  Futura, no ano de 2005. A iniciativa é um procedimento comum em feiras internacionais da área, mas só recentemente o termo passou a engrossar o glossário televisivo brasileiro.  Desta forma, produtores independentes de todo o Brasil tiveram a oportunidade de apresentar propostas para o canal. 

A série de programas "Bom jeitinho brasileiro" é dividida em 13 capítulos de meia hora cada. São dez personagens que buscam na criatividade meios de sobrevivência. O antropólogo Roberto Da Matta assessorou a produção do seriado, que tem direção de Antonio Andrade, e define o que seria o tão falado jeitinho.

- É esse exercício do otimismo e da criatividade, é não esperar muito e ter a coragem de fazer sozinho. Esse jeitinho tem várias dimensões, pode ser uma tentativa simpática e humana de ultrapassar uma regra, abrir uma porta que já estava fechada - detalha o antropólogo.

A questão de como a população mais pobre lida com a classe social na qual se insere também está presente nos programas. Segundo Da Matta, todos os personagens vivenciam em sua plenitude o lugar que ocupam na pirâmide social. Tanto que, num dos episódios, um entrevistado define como jeitinho brasileiro "comer arroz e feijão pensando que é caviar".

- São pessoas que têm profissões humildes e não tomam a pobreza como desculpa. Eles não culpam o governo nem partem para um discurso de auto-piedade. O nível sócio-econômico deles serve como um alavancamento para o desenvolvimento da criatividade. Mesmo assim, a série não é um elogio à pobreza - explica.

O antropólogo prefere não destacar nenhum dos participantes escolhidos para participar do programa. Para ele, todos foram capazes de emocionar.

- Quando estávamos escolhendo as pessoas, terminava a sessão com os olhos marejados. São pessoas incríveis que redefinem suas profissões, por isso não quero enfatizar apenas um. Eles partem do que têm para conseguir o que não têm. Não é como a classe média, que tem tudo e sempre quer mais - critica.

Vale a pena conferir! 

Para assistir:
Todas as quartas, às 22h30m, no canal por assinatura Futura.
Reprises: sextas, às 23h30m, domingos, às 15h e terças, às 16h30m.

(Fontes: http://canais.ondarpc.com.br/gazetadopovo/cadernog/conteudo.phtml?id=566605; http://www.maxpressnet.com.br/noticia-boxsa.asp?TIPO=PA&SQINF=223018)



Escrito por Meire às 15h33
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Água que te quero água

 

No trabalho, já passava de 12h30 quanto alguém anunciou: - não temos água em toda a empresa. Lembrando que estávamos no horário do almoço, já imaginei o "caos instalado" nos sanitários. Esta felizmente, foi uma situação momentânea. Mas, até quando?

Falta água potável para 1 bilhão de habitantes                                                                                                                                                 

(publicado em 19/11/2006 em: http://www.tvcultura.com.br/reportereco/materia.asp?materiaid=507)

Pare um minuto prá pensar. Você consegue imaginar a sua vida sem água? Por incrível que pareça, em pleno século 21, um em cada cinco habitantes de países em desenvolvimento como o Brasil, não tem acesso à água potável. São mais de um bilhão de pessoas. E quase metade delas não conta com serviços de saneamento básico, como tratamento de esgoto. Os dados estão no relatório Além da Escassez: poder, pobreza e a crise mundial da água. É o relatório de Desenvolvimento Humano 2006, apresentado pela ONU, a Organização das Nações Unidas. Ele aponta as graves conseqüências dessa realidade. A cada dezenove segundos uma criança morre de diarréia em algum lugar do mundo. Neste evento promovido pelo Instituto Ayrton Senna em São Paulo, a equipe do Pund, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, detalhou o relatório.
Kim Bolduc - Representante da ONU- " Nós temos estudado situações bastante complexas, documentado com estatísticas e demonstrado que não é possível, com os nossos padrôes modernos de produção e consumo, onde tem uma concentração de riqueza tão terrível, deixar o outro lado, da maioria da população mundial com fome, sem água e sem educação".
José Carlos Libânio/Assessor para desenvolvimento humano sustentável do Pnud, o Programa das Nações Unidas para Desenvolvimento Humano :
" Nós vemos que o consumo de água tanto para os seres humanos quanto para a produção que os seres humanos fazem ao longo do processo de desenvolvimento irá aumentar e no meio do caminho desse aumento nós veremos agravadas as conseqüências do aquecimento global. Então é uma crise que não tem origem na escassez física e sim na decisão política de como a água é usada e para quem ela é destinada".
África e Ásia são os continentes mais afetados pela crise mundial da água. No Brasil os números melhoraram em relação ao acesso à água potável. Noventa por cento da população conta com ela, a exemplo do que ocorre em países com alto índice de desenvolvimento humano, como Coréia do Sul e Cuba. Mas só 75% têm coleta de esgoto, o que coloca o nosso país numa posição inferior ao Paraguai e ao México. Para a ONU, os usuários tem que pagar pela água que consomem.
José Carlos Libânio:"Seja ele na agricultura, na indústria, na energia, assim como se paga pelo uso residencial e essas contas devem refletir não só aquela necessidade voltada para a extração e a produção, como também a garantia da sustentabilidade ambiental ao longo do tempo porque não são só os seres humanos que usam essa água. É a natureza como um todo. E se a gente quiser que as próximas gerações tenham acesso à água ela tem que ser usada de forma sustentável hoje em dia".
Independentemente da população poder pagar ou não, o relatório de Desenvolvimento Humano 2006 defende que cada ser humano tem o direito de contar com vinte litros de água por dia para atender as suas necessidades básicas. E reforça que para resolver a crise da água é preciso, mais do que tudo, ter vontade política.

PNUD- Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.
site: www.pnud.org.br

Foi criado pela ONU, em 1992, o Dia Munidal da Água (22 de março) e redigiu-se a,

Declaração Universal dos Direitos da Água

1. A água faz parte do patrimônio do planeta. Cada continente, cada povo, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos.

2. A água é a seiva do nosso planeta. Ela é a condição essencial de vida e de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceder como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado no Art. 30 de Declaração Universal dos Direitos Humanos.

3. Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo a água deve ser manipulada com racionalidade, preocupação e parcimônia.

4. O equilíbrio e o futuro de nosso planeta dependem da preservação da água e dos seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente, para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos por onde os ciclos começam.

5. A água não é somente uma herança dos nossos predecessores, ela é sobretudo um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do Homem para as gerações presentes e futuras.

6. A água não é uma doação gratuita da natureza, ela tem um valor econômico: é preciso saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.

7. A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e diascernimento, para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração de qualidade das reservas atualmente disponíveis.

8. A utilização da água implica o respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo o homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo Homem nem pelo Estado.

9. A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.

10. O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.



Escrito por Meire às 10h30
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