Pela primeira vez depois de cinco anos juntos, foi possível consciliar minhas férias às do Marcão e finalmente pudemos viajar por dez dias. Nosso roteiro contou com sete dias em Londres e três em Paris realizando um desejo e nossa estréia fora do país. Por incrível que pareça, conseguimos pegar feriados nos dois países, o que assemelhou Paris à Aparecida do Norte (com exagero é claro!) em dia santo em função do volume de turistas e lixo acumulado. Mas, mesmo assim foi possível degustar toda sua beleza e ficar maravilhada com lugares como o Palácio de Versalhes e seus jardins, o Louvre e as mais belas artes sacras, a beleza das ruas, fachadas e bistrôs, especialmente belos neste período do nome com a presença das flores. Porém, o coração bateu mais forte por Londres, naturalmente organizada e gentil, pelos passeios no final do dia às margens do Tamisa com direito a diversas manisfestações artísticas e públicas em cada ponte. As tulipas coloridas e gramados contrastantes ao cinza. Também pudemos tomar uma(s) cerveja(s) em companhia da Simone e dos garotos do WRY que nos receberam com muito carinho e alegria. Alguns paradigmas quebrados e ainda que o tempo tenha se passado muito rápido e tenha sido curto foi suficiente para a nossa necessidade de afastamento e desligamento. Mas, já com muita saudade das nossas peludas estamos curtindo nossos últimos dias de férias com muita música e muitos filmes, coisa que no dia-a-dia só fica na vontade.
Um início de sábado ensolarado com café e pastel da feira quentinho. Desde a crônica do Caco, a lembraça do pastel enchia a minha boca d'água e desta vez o Marcão se dispôs a buscar na feira, enquanto eu me preparava para irmos ao centro da cidade. Resolvemos caminhar até o centro da cidade! Da minha casa até lá, aproximadamente quarenta minutos caminhando e resgatando mais de trinta anos de história, minha história... Primeiro percorrendo o trajeto até a velha escola da Vila Fiori, bairro onde meus pais se criaram, se conheceram e nós crescemos.
Lembrei de quando fazia aquele caminho apertando a mão da Mara, de quando revesávamos enquanto uma se equlibrava no meio fio e outra apertava a mão, para "transmitir equilíbrio". Depois, passando pelas casas onde moravam nossos amigos. Saíamos da casa dos meus pais, um pequeno trajeto e já erámos um grupo de quatro crinaças e quando chegávamos na escola já somávamos seis ou sete.
Fizemos o trajeto pela rua do cemitério e a antiga loja e oficina de reparos de máquinas de escrever e calcular. Curioso! Ainda existe... Depois, os brejós da Rua Padre Luiz e uma breve parada na tinturaria e raparadora de jeans, onde o Marcos descobriu ser o um dos primeiros clientes casdastrados quando a loja foi inaugurada.
Não resistimos e entramos no Mercado Municipal, onde o cheiro de carne me levou ao tempo em que minha mãe por lá passava para garantir a guarnição do almoço ou do jantar, antes de pegarmos o coletivo da antiga VIMA que mantinha ali o seu terminal assustadoramente desorganizado de ônibus. Este passeio nos fez rever velhos rostos, conhecidos e foi irrestível não comprar alguns gramas de pistache, damasmo e amendoim à granel. Já passava das 13h30 quando lembramos que o Kyodai abre para almoço aos sábados, ligamos para nosso amigo João e mais dez minutos de caminhada, passando pela catedral, já estávamos lá aguardando uma porção de sushis, que para um dia quente foi a melhor pedida! No retorno o céu estava nublado, o que tornou a caminhada menos cansativa. Fizemos um caminho diferente passando pelo Largo do Líder, em frente ao antigo Cine Lider, que por algum tempo há uns cinco anos atrás abrigou o bingo e hoje se transformou em uma igreja. Um pouco a frente, já na esquina com a Rua Aparecida, o Bar do Américo e as histórias da melhor coalhada de Sorocaba. Ainda persistente! Passamos pelo Despachante Lider onde fiz a transferência do meu primeiro e único carro me surpreendendo, uma semana depois, com o falecimento do proprietário Sérgio que tão atenciosamente me orientou sobre as multas adquiridas a contra gosto na minha primeira semana de trabalho em Boituva e logo mais o antigo Clube Estrada, com seu estádio.
Estava próximo das 15h30, quando passamos em frente a Pastelaria Akira e já estavam se preparando para abrir quando novamente lembrei do pastel que iniciou minha manhã e de quanto os japoneses se dedicam ao trabalho, em especial à culinária.
Estávamos há uns quinze minutos de casa quando começou a chover e fizemos questão de caminhar com menos velocidade, absover a chuva e momentos tão simples, necessários e únicos como este passeio que poderiam ser frequentes e não são! Não sei o motivo... Mas, que o meu dia foi muito melhor depois disso é a única certeza que tenho.
Mais uma vez a capacidade ácida e corrosiva do ser humano me surpreende... aquela que paira no ambiente corporativo e nas demais relações humanas que envolve o mais antigo e mesquinho sentimento, que assemelha o homem ao abutre.
A confiança tem efeitos colaterais. Basta depositá-la e você comprovará que atos e palavras podem se transformar em coisas diabólicas e inexplicáveis. Pior ainda, quando esta confiança depositada cuidadosamente em duas pessoas, desfaz-se em um único dia, diante da revelação de que o companheirismo hoje se traveste de outras intenções, como Big Brother Corporativo diário que vivemos, onde a qualquer momento você poderá ser eliminado porque não escolheu a "panelinha" certa, não foi simpático no momento certo ou não chorou fingindo sentir solidariedade, não se vestiu adequadamente para a ocasião e o pior de tudo: foi mais sincero do que poderia ser, sendo você mesmo!
Uma amiga jornalista que completou um período de dois meses na Irlanda, com intuito de aperfeiçoar seu inglês e adquirir uma nova experiência de vida, pôde sentir na pele o quão medonho pode ser um brasileiro com outro brasileiro lá fora. Aquele mesmo brasileiro que aqui se desdobra para falar um portunhol para interagir em seu próprio país com um estrangeiro, que fala mal do país em que nasceu e que deixou as pessoas que mais o amam, que jamais lavou um copo em casa e que lá fora se submete a qualquer serviço, sem medir sacrifícios, é capaz de dificultar, estoquir, explorar e sonegar apoio.
Será que ainda existe um remédio? Estamos vivendo a era da autodestruição. Destruimos nosso planeta, destruimos nossas relações e nossos bons sentimentos... Tenho medo, de que meus sobrinhos não possam acreditar em mais nada, não possam apreciar estrelas, rir à toa com amigos, conquistar e compartilhar vitórias e conquistas próprias e honestas. Tenho medo de ter um filho e perceber que antes de atingir a idade em que me encontro, ele deixou de ter a inocência de sentir e ver com o coração. Simplesmente lamento tudo isso.
O tema para este momento é Ladytron e a música "Destroy Everything You Touch "
Alguns fatos são mesmo inexplicáveis. Quando perdemos a Lili durante uma cirurgia, decidi não ter mais nenhum cão. A principal razão era o sentimento de perda, a culpa do tempo de solidão que a Lili tinha que suportar em função do novo trabalho, que me pemite retoranar para casa somente a noite. E mesmo sentindo falta de um latido amigo para me receber, estava convicta de que esta era a melhor opção. Numa manhã de setembro do ano passado quando saí com o carro atrasada para o trabalho, observei a distância, correndo pela rua uma bolinha de pelos preta, meio tigrada, na eminência de ser esmagada pelo primeiro veículo que por ali cruzasse. Não tive dúvidas, pedi a um dos homens que estava na calçada que a segurasse para mim e lhe perguntei se não era o dono. Como respondeu que não, coloquei-a no carro e neste momento, ela pôs o focinho sobre o câmbio e ficou apenas me observando. Voltei para casa, toquei a campainha e o Marcos ainda esfregando os olhos de sono, ficou sem entender nada quando pus em suas mãos aquela coisinha esquisita, pedindo que cuidasse dela e que à noite conversássemos sobre como a encontrei. Quando retornei ela já estava totalmente integrada ao quintal e a antiga casinha da Lili, ainda que pudesse ocupar apenas metade do espaço em função de já ter quase o dobro do tamanho que a Lili tinha. Decidimos que se chamaria Nina e na sua primeira noite conosco ficou quietinha, mas na segunda já não aceitou bem ficar sozinha em nossa área de serviço. Em função de uma noite mal dormida e a necessidade de companhia para minimizar a solidão da Nina, o Marcos escolheu a Sol, em uma feira de doação que acontece a cada quinze dias, promovida pela FAS. Aí, os fatos inexplicáveis - não queria nenhuma e agora estávamos com duas, a rolar pelo quintal! Novamente aquela bagunça e tínhamos um jardim, tínhamos paredes extenas limpas, tínhamos um toldo na área de serviço, mas ainda temos verdadeiras e fiéis amigas, que nos amam incondicionalmente, mesmo com mau humor... basta olharmos para elas que já se viram de barriga para cima. Quisera a humanidade ter a percepção de felicidade que tem um cão, contando apenas com um afago, um pote d'água e punhado de ração. Caso queira uma amigo de verdade, aconselho procurar pela FAS ou em Itaipava/RJ, a GAPA Itaipava que desenvolve o mesmo trabalho de posse responsável. Eu recomendo!
"As pessoas que se comprazem no sofrimento, que gostam de sentir-se infelizes e fazer aos outros infelizes, jamais poderão orgulhar-se de sua beleza. O mau humor, o sentimento de frustração, a amargura marcam a fisionomia, apagam o brilho dos olhos, cavam sulcos na face mais jovem, enfeiam qualquer rosto. Essa é a razão porque a mulher, que cultiva a beleza, deve esforçar-se para ser feliz. Felicidade é estado de alma, é atmosfera, não depende de fatos ou circunstâncias externas.”
“Uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inclusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para a frente.”
"O que réstias de cebola têm a ver com a civilização e impermanência"
(Caco de Paula)
Um passeio a feira com direito a aroma de pastel!
Quero agradecer a Caco de Paula por tornar ainda mais encantadora a edição de março da Revista Vida Simples.
Os pastéis da feira livre ainda são os meus prediletos, além das lembranças de infância dos passeios matinais ao colorido e animado espetáculo das bancas, que me fascinam até hoje.
Lembro dos doces comprados a granel... batata doce (roxa e amarela!), doce de cidra, cocadas e cajuzinhos. Do barulho do carrinho que minha mães puxava atrás de si, com uma das mãos de punho para cima. De encontrar meu avô Nezo na banca de pastéis, com seu jeito tranquilo e popular. Do meu vô Juquinha, de sacola colorida e chapéu na cabeça, preocupado com suas "crianças", dentre elas minhas mãe... do cheiro da sardinha fresca. Da bronca rotinera da minha mãe, que ralhava com meu pai que quando fazia a feria só, empolgado com a beleza e preços baixos das frutas e legumes, exagerava na quantidade.
Dica: Imperdível a crônica completa "Pastel de Feira" de Caco de Paula, na edição da revista Vida Simples deste mês.
Para fechar com chave de ouro esta série em homenagem a nós, GRANDES MULHERES, uma nova paixão... a voz e a musicalidade de Roberta Sá. Ouvi pela primeira vez na Eldorado FM e como para ela, palavras são dispensáveis, deixo aqui o meu vício do momento - a canção "Mais Alguém".
Miriam Cris Carlos: minha irmã, minha amiga, meu orgulho e alegria. Do latim: a Soberana!
Na noite de 08 de março, dia em que celebramos a retórica heróica de todas as mulheres, nos presentou com o lançamento de seu livro "Arteiras Sorocabanas" - uma homenagem a 21 mulheres, operárias da arte de Sorocaba, lapidado com o talento mágico, em preto e branco das lentes de seu companheiro, parceiro de vida e cúmplice - Werinton Kermes. O trabalho é resultado de uma série de artigos publicados no suplemento Ela do Jornal Cruzeiro do Sul e toda a obra teve a produção da jornalista Luciana Lopez.
Como foi bastante divulgado, tanto nos jornais, quanto na TV, fomos surpreendidas (minhas irmãs, minha mãe e eu), pela presença de algumas amigas de infância. Fato que deixou a noite refleta de boas lembranças e trouxe ainda mais brilho ao lembrar que num bairro de periferia, como a Vila Fiori, situado na Zona Norte de Sorocaba, quebrando todos os paradigmas possíveis, uma menina que estudou na escola pública estadual, que começou a trabalhar aos 13 anos de idade, se encantou pela poesia, pelo violão e desenvolveu a talentosa arte de escrever, tornou-se uma "doutora"... incansável, alimenta-se de arte e arteira é feliz, porque simplesmente vive, simples e profundamente.
Minha inspiração, para a música, para a arte... para a vida! Beijos para você minha querida irmã!
No domingo passado recebi a visita de algumas das principais mulheres da minha vida. Entre bolos, pães e café, um pouquinho da história e da experiência de cada uma com muita alegria e carinho. Numa das pontas da mesa, a exepriência singela, simples e observadora da minha avó Durvalina, que sempre completa as histórias com sorriso tímido, daqueles escondidos pelas mãos, mas com a lucidez e compreensão de quem já sabe muito bem como transpor e superar pequenos e grandes problemas. Na outra ponta, o bom humor e o otimismo encantador da minha sogra Heleny. Seu mundo é de fantasias e há sempre uma frase de incentivo e de justificativa para a minha completa e total falta de competência para as atividades domésticas. Minha mãe Emília e a sua admirável capacidade e disposição de mudar, inovar e nos demonstrar com pequenos e silenciosos gestos seu enorme afeto, visto isso, trouxe para enriquecer nosso café, os bolinhos (tipo aqueles de chuva!) que a-d-o-r-o desde a infância! Minhas tias e primas ainda como pintinhos que se aninham e procuram abrigo debaixo das asas de minha avó, com mil histórias contadas ao mesmo tempo e elevado tom... barulho já característico das tarde de domingo na casa de minha avó. Minhas queridas irmãs Miriam e Mara, tão distintas, mas ao mesmo tempo de almas idênticas à minha, com as mesmas canções, paixões e impressões que nos tornam unidas e dependentes (ainda bem!!!). Queria ainda completar esta mesa com minha vó Tica e sua eterna nostalgia... chorosa, mas digna de versão cinematográfica, pena que não pode vir. E assim entendo minha vida, minha existência, meu ser, minhas lembranças aromáticas como esta - com cheirinho de bolo e café! Entendo o amor em seus pequenos momentos, que a vida nos presenteia e se tornam eternos.
Mais um ano... e depositei todos os meus desejos e esperanças em uma pequena mudinha em desenvolvimento na janela da minha cozinha. Tenho planos, quero que se desenvolva e assuma o lugar devidamente planejado na calçada da minha rua, onde poderá crescer sem a interferência das redes de energia e consequentemente da ameça de sofrer a agressão das podas atualmente praticadas pela concessionária de energia elétrica. Todos os dias acompanho seu singelo desenvolvimento, mais viçoso após o recebimento de algumas gotas d'água e fico imagindando quando atingirá cinco metros de altura... Todas as minhas expectativas plantadas junto a minha Aroeira Mansa, também são as expectativas deste novo ano, na humanidade, em sua percepção e capacidade de tornar o futuro melhor! Assim seja...
Aqui estão alguns dos motivos para você plantar não uma, mas várias árvores, e ajudar a natureza!
Uma árvore adulta pode absorver do solo até 250 litros de água por dia. Imagine como elas poderiam ajudar para não ocorrerem tantas enchentes, das quais matam e deixam muitas pessoas sem casas! Junto com toda essa água absorvida, muitos nutrientes de matérias orgânicas (como as fezes dos animais) são absorvidos pelas raízes e transformados através da fotossíntese, em alimento para a toda a planta. Por sua vez, folhas, frutos, madeira e raízes servirão de alimento para diversos seres vivos. Os animais por sua vez, irão defecar o que comeram, e as folhas e frutos que não serviram de alimento caem no solo. Folhas, frutos e fezes de volta ao solo, e todo o ciclo recomeça.
A camada de folhas que se formam a baixo das árvores, servem de berço para as sementes, e para proteger o solo dos pingos da chuva. Cada pingo de chuva que cai diretamente no solo, causa erosão. A erosão do solo pode ser prejudicial em vários casos:
Em rios: A erosão leva terra e areia para o leito (fundo) do rio, fazendo com que o rio fique mais raso, com menor capacidade de guardar água, causando a falta de água nos meses de pouca chuva, além da morte dos peixes.
Para o Solo: A erosão leva embora as sementes que poderiam germinar e recompor a vegetação natural. Ou seja, solo desprotegido tende a continuar desprotegido.
Para os animais: A erosão pode levar embora ninhos de animais que os fazem no chão, e tampar os de diversos outros animais, matando os filhotes que estão dentro. Além do mais, sem vegetação e frutos para alimenta-los, eles vão embora ou morrem de fome.
Para os lençóis freáticos: Os solos sem vegetação, por não terem raízes e minhocas para deixa-lo fofo, não tem uma boa absorção de água. Além do mais, como não há barreiras para a água, ela vai embora rapidamente, não dando tempo para a água da chuva penetrar no solo. Com isso os lençóis freáticos secam, acabando assim com muitos rios e conseqüentemente com nossa água potável.
A copa das árvores também protege o solo da chuva direta, sem contar que suas raízes seguram firmemente o solo. As raízes de árvores que estão nas beira de rios, aparecem as vezes dentro do rio, parecendo cílios. Essas raízes além evitarem a erosão, servem de casa para muitos animais. Por causa destes cílios, a mata próxima aos rios é conhecida pelo nome de Mata Ciliar.
Uma árvore pode transpirar por suas folhas, até 60 litros de água por dia. Este vapor se mistura com as partículas de poluição do ar, e quando se acumulam em nuvens, caem em forma de chuva. Portanto, as árvores ajudam também na retirada de poluentes do ar! Além do mais, este vapor ajuda a equilibrar o clima da região. Isso é facilmente percebido em parques e floretas que tem seu clima mais fresco.
Outro ponto que podemos notar até mesmo em parques no meio de grandes cidades, é o silêncio! As árvores formam uma parede que impede a propagação dos ruídos. Cercas vivas estão sendo muito utilizadas hoje em dia para criar ambientes mais silenciosos e aconchegantes (além de bonitos).
Se ainda assim, você ainda não se convenceu de que deve plantar árvores espere para saber mais...
Sombra: ah que delícia uma boa sombra ! Não é ? Bem, se levarmos em conta a devastação e a não preocupação do reflorestamento, pode se preparar para sair de casa de guarda sol, pois a previsão é de que em 2030 nossas matas vão acabar !
Madeira: Se você não tem nada de madeira na sua casa pode enviar seu nome para colocarmos no livro dos recordes. O mercado madereiro é um dos que mais cresce no Brasil. Muitas empresas são clandestinas, e pouca gente se preocupou em saber se a madeira que está comprando é autorizada ou não. Se você usa madeira, por que não ajudar plantando ?
Papel: Não sei se você sabe, mas não há no mundo país que tenha um substituto para o papel vindo da madeira de árvores, sendo produzido em larga escala ! Preocupante ? Então imagine quantas árvores você já usou e vai usar só com papel !
Oxigênio: Você respira ? Bem, pode não conseguir mais daqui alguns anos. A poluição gerada pelas grande cidades estão desequilibrando a quantidade de oxigênio no mundo ! E uma novidade: Estudiosos afirmam que florestas muito antigas, que já atingiram seu equilíbrio, produzem a mesma quantidade de gás carbônico (liberado a noite) que a de oxigênio. E que florestas jovens, para poder crescer, liberam muito mais oxigênio do que gás carbônico. Isso significa que plantar uma árvore é produzir oxigênio !
Frutas: Quem não gosta de uma boa fruta ? Mas não pense que elas são produzidas em laboratório. Elas chegam à sua mesa, pois árvores às produziram. E se você fizer as contas deve ter gasto com frutas o bastante para ter mais de 100 pés de cada fruta que você gosta. Mesmo porque o gasto em se ter uma árvore é quase zero.
Fauna: Que delícia ouvir o canto dos pássaros logo de manhã ! Pois então ! Plante uma árvore perto de sua casa e ouça o resultado! Se você estiver em zona rural, ou próximo à alguma floresta, ainda poderá receber a visita de diversos animais da fauna brasileira.
Assim é o vocal de Elizabeth Fraser e a sonoridade do Cocteau Twins. Dentre tantos bons sons que o Marcos me apresentou, destaca-se pela paz, tranquilidade e capacidade de ninar mesmo naqueles momentos onde a insônia parece invencível. O trio escossês foi fundado em 1979 e o nome surgiu de uma canção do Simple Minds. O Cocteau Twins foi umas das mais importantes bandas no final dos anos 80 e início da década de 90. Outro marco importante na carreira da banda são as capas dos discos produzidas pelo estúdio gráfico da gravadora britânica 4AD, onde os artistas tentaram e conseguiram passar o clima sereno com as belas melodias das canções. A sensação é de proximidade e harmonia com a natureza!
Para registrar, vale a pena respirar profundamente e viajar nesta sensacional canção denominada Evangeline
Assim é a tragetória narrada com muito humor e sensibilidade. Em diversas passagens pude identificar fragmentos da minha infância como um velho automóvel do meu pai, o patinho feio que fui na infância, a reprovação da professora de dança, os excêntricos membros da minha família e a tolerância compartilhada por todos em nome do verdadeiro amor.
De que vale a beleza sem a essência do que é simples, único e natural de cada um? Ou seja, a beleza de ser o que se é.
Um belo motivo para ficar em casa numa noite fria de sábado.
Pela primeira vez, pude estar em um show do Milton Nascimento que dividiu o palco com Vanessa da Mata e Margareth Menezes, acompanhados da orquestra de Amilson Godoy. O evento que foi gratuito, integra o projeto "Vila Musical Consul" e o cenário foi o Parque Villa Lobos, que neste domingo contou com céu azul e um sol tão brilhante quanto as atrações. Ainda para completar, Milton e Vanessa interpretaram por duas vezes uma das minhas músicas prediletas: "Fazenda".
E eu que quando ouço Bituca, sinto uma paz e uma alegria indescritíveis... fiquei ali maravilhada!!! Para finalizar o dia com chave de ouro: café e alfajor do Havana Café
Também não posso deixar de dizer que tudo ficou ainda mais gostoso porque estava com meu amor e com meus amigos queridos!
Para tirar de vez o atraso, não poderia deixar de comentar uma das surpresas sorocabanas que mais me impressionou nos últimos tempos. Gosto da sonoridade, da criatividade e minha música preferida tem o vídeo indicado no link abaixo, mas antes vale apresentá-los.
RELEASE (Por: Rodrigo Helfenstein - Jornalista)
Ao buscar uma sonoridade peculiar - dançante, porém melancólica -, o The Name, de Sorocaba/São Paulo não faz uma simples revisão do som dos anos 80, mas sim resgata o brilhantismo e o inovadorismo de bandas como New Order, Depeche Mode, Duran Duran, A-Ha, The Smiths, Joy Division e The Cure, como bandas que inovaram na época deles, mas que continuam atuais até hoje.Desta forma, o som tem uma característica retrô, mas sem deixar de lado a criatividade e a busca por novas inspirações.
A banda é formada por Bruno Alves (bateria e programação), André Santos (vocal/guitarra) e Alexandre Molinari (baixo/teclado), que já haviam tocado juntos, há muitos anos, no Stain. Há Em meados de 2005, Alves e Santos fizeram algumas contribuições em um outro projeto, o Dellamorte Dellamore, que tinha Molinari como baixista, e foi ai que surgiu a idéia de formar uma nova banda. Recentemente o grupo lançou o EP de estréia da banda, "Gone", foi composto e gravado em alguns poucos finais de semana e, mesmo assim, transpira profissionalismo.
Lançado em dezembro de 2006, "Gone" traz cinco canções únicas. Um material poderoso, que pode ser conferido na integra no site: http://www.thenamemusic.com